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Inox 304 vs 316

Ambos resistem à corrosão. O 316 aguenta a água do mar; o 304, tudo o resto.

O inoxidável 304 e o 316 parecem iguais, mas não se comportam do mesmo modo. O 316 leva 2 a 3 % de molibdénio, e isso melhora muitíssimo a sua resistência à corrosão por cloretos. Esse molibdénio custa também 15 a 25 % mais. Vejamos quando compensa pagá-lo.

Comparações de processosWuxi, ChinaMOQ 1 peçaAnálise DFM incluída

Resumo lado a lado.

Inoxidável 304

Inoxidável austenítico de uso geral. Resiste muito bem à corrosão em quase todos os ambientes, solda-se, conforma-se e encontra-se em toda a parte. É o inoxidável por omissão para interiores, alimentação e ambientes pouco agressivos.

Inoxidável 316L

Inoxidável de grau marítimo com adição de molibdénio. Resiste muito melhor à corrosão por cloretos e é o padrão em água do mar, indústria química e implantes médicos. Custa 15 a 25 % mais do que o 304.

Ponto a ponto.

Característica304316L
Composição18 % Cr, 8 % Ni16 % Cr, 10 % Ni, 2-3 % Mo
Tensão de cedência207 MPa172 MPa
Densidade8,00 g/cm³8,00 g/cm³
Corrosão (geral)ExcelenteExcelente
Corrosão (por cloretos)Sujeito a picadasMuito resistente
Serviço em água salgadaNão recomendadoApropriado
Próprio para alimentosSim (FDA 21 CFR 177)Sim
Implantável em medicinaNãoSim (ASTM F138)
Sanitário farmacêuticoBoaMelhor (a escolha mais comum)
SoldabilidadeExcelenteExcelente
UsinabilidadeModerada (encrua)Semelhante à do 304
MagnéticoNão magnético (salvo após muita deformação a frio)Não magnético
Custo$$$
DisponibilidadeMuito comumComum (peça o «L» se houver soldadura)

Quando escolher cada um.

Escolha inoxidável 304 quando:

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Perguntas frequentes

Ambos resistem à corrosão: perguntas

Em que diferem o 316 e o 316L?

O 316 é o inoxidável corrente com molibdénio, com até 0,08 % de carbono. O 316L é a variante de baixo carbono, limitada a 0,03 %. Esse menor carbono impede que precipitem carbonetos de crómio nos limites de grão ao soldar, o que é decisivo em conjuntos soldados. Assim, se houver soldadura, especifique sempre 316L; se não houver, servem os dois. Hoje quase todo o material de fábrica já é 316L, e o pequeno acréscimo face ao 316 compensa pela versatilidade.

Quanto melhor se porta o 316 em água salgada?

Muitíssimo melhor: a diferença mede-se em ordens de grandeza. No ensaio de névoa salina da ASTM B117, o 304 começa a picar entre as 100 e as 500 horas, ao passo que o 316L costuma passar das 1000 sem picadas. Em serviço real, o 304 pode picar ou manchar-se de ferrugem em semanas ou meses; o 316L dura mais de dez anos. É o molibdénio que estabiliza a camada passiva justamente contra o ataque dos cloretos.

Que diferença de custo há em série?

Por quilo, o 316L costuma custar 15 a 25 % mais do que o 304. Na peça maquinada acabada a diferença desce para 10 ou 20 %, pois o custo de maquinação é semelhante: uma peça de 50 USD sai por 55 a 60 em 316L. Numa série de mil peças, o 304 poupa 5000 a 10 000 USD. Contudo, quando o serviço marítimo ou químico exige mesmo o 316L, essa poupança desaparece em garantias e substituições.

O 304 serve para exteriores?

Sim, desde que não seja junto ao mar nem haja muitos cloretos. O 304 aguenta a chuva e a humidade ao ar livre sem problemas durante dez a vinte anos. A coisa muda perto do oceano, com a maresia; em estradas tratadas com sal no inverno; em zonas de poluição industrial; ou em piscinas cloradas. Para a costa ou o sal de estrada, o 316L vale o que custa. Para o interior do país, zonas residenciais e exteriores sem indústria, o 304 basta.

Porque é o 304 às vezes um pouco magnético?

Recozido, o 304 é austenítico, de rede cúbica de faces centradas e portanto não magnético. Uma deformação a frio intensa — dobragem, estampagem profunda — transforma-o em parte em martensite, de rede tetragonal, que é magnética. Que uma chapa de 304 dobrada atraia um pouco o íman é normal e não quer dizer que seja 430, um aço ferrítico e plenamente magnético. Se a peça tiver de ser não magnética, por compatibilidade com ressonância magnética ou por ficar junto a sensores, especifique «recozido» ou passe ao 316, cujo maior teor de níquel o torna austenítico mais estável.

É preciso passivar o 304 e o 316?

Ambos beneficiam da passivação segundo a ASTM A967, que retira o ferro livre da superfície — contaminação vinda das ferramentas de corte — e deixa a camada passiva de óxido de crómio formar-se por completo. O corrente é passivar com ácido nítrico. Em peças médicas ou em contacto com alimentos costuma ser obrigatória. Incluímos a passivação segundo a ASTM A967 sem custo adicional na maioria das encomendas de inoxidável.

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